quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Tchau 2025 - Chega logo 2026

Mais um ano terminando e, como sempre, faço minha reflexão. Uma espécie de "balanço" e o que espero para o próximo ano. Ah! E sou eu mesma quem escreve e não IA. 

Eu mesmo escolho as palavras, que saem do meu pensamento após filtrarem meus sentimentos. Uso IA, sim, mas para criar desenhos sob minha demanda. Sempre gostei de desenhar, mas hoje não consigo mais desenhar como antes.

IA por minha demanda

O ano de 2025 começou meio precário. Após uma overdose de monóxido de carbono decorrente de fumaça advinda dos incêndios criminosos no final de 2024 quando passarinhava na região Norte, senti muitas dores, cansaço excessivo e tive inchaços pelo corpo todo, principalmente nas pernas. 

Meu médico, após exames, indicou injeção (- socorro! Tenho pavor!), vitaminas e repouso absoluto. Atendi e deixei a preguiça tomar conta de mim (haja seriado o dia todo na TV, guloseimas roubadas da cozinha e compra de muita coisa inútil online). 😁😂

Mas eis que surge um outro problema, uma dor no ombro esquerdo. Consultei o ortopedista e ele só me informou: é no manguito rotador, não tem cura, tem que fortalecer o músculo. Exercícios, fisioterapia e repouso. Bom pelo menos não teve infiltração ou qualquer tipo de agulhada.

E para saber como estava o "corpitcho", toca repetir os exames cardiológicos e de sangue. Felizmente, apesar de sentir fraqueza e muita moleza (sentir preguiça já é normal pra mim), tudo estava em ordem.

Aproveitando a parada e por estar com a vista esquisita, fui a um oftalmologista. O diagnóstico foi imediato, catarata. Sim, vai ter que operar. Tudo isso aconteceu logo no começo do ano.

Toca fazer mais alguns exames, pois para a cirurgia dos olhos tem que estar tudo ok. Marcamos a cirurgia, porém a empresa onde o médico faria a cirurgia, devido a incoerências, teve o pedido negado 3 vezes pelo meu plano de saúde. E meu médico disse que não estava sabendo disso. Fiquei muito brava. Por conta disso mudei de clínica.

Começa tudo de novo, exames e mais exames. Nisso já era abril e eu tinha viagem marcada para passarinhar no Central Parque em Nova York no começo de maio. 

Passava meu tempo fazendo exames, estudando as aves do Central Parque e fazendo planos para a viagem seguinte: Portugal... seria minha primeira vez na Europa.

Por não ter urgência, marcamos a cirurgia para quando eu voltasse dessas duas viagens. Para a minha felicidade e alívio foi tudo autorizado de primeira.

Conhecer o Central Park era algo que eu desejava há muito tempo e ainda não tivera oportunidade. Foi uma experiência muito legal. 

Só detestei o atendimento presencial de uma empresa onde eu comprava (disse comprava...) equipamentos fotográficos há mais de 15 anos. Sim, falo da famosa B H. Criar expectativa é uma coisa muito ruim, quando ocorre decepção é para o resto da vida.
 
Olha eu no Central Parque em NY com Oda e Bob Birding
arquivo pessoal by Sil Linhares

Cheguei de NY e participei do Avistar Brasil no Jardim Botânico, uma doideira, 15 mil pessoas em 3 dias. Foi o melhor de todos ao meu ver. Logo na segunda pós-Avistar fui com a turma (Leilinha, Viviane e Nelson) para Portugal.

arquivo pessoal by Sil Linhares

Portugal foi uma viagem muito legal e bem significativa para mim. Teve momentos desgastantes como a espera de 4 horas na fila da alfândega no aeroporto de Lisboa e a sofrida, perigosa e decepcionante saída pelágica na Ilha da Madeira. 

Mas noves foras, zero, no frigir dos ovos, foi tudo maravilhoso. Nosso guia Ricardo, indicado pela nossa amiga portuguesa Maria João, foi excelente nos guiando no Tejo. 

Nelson, Vivi, o guia Ricardo, eu e Leila Esteves
arquivo pessoal by Sil Linhares

Fila que não acabava nunca (affff) - aeroporto de Lisboa
arquivo pessoal by Sil Linhares

E junho chegou trazendo frio na barriga, dia 11 foi a cirurgia num dos olhos. Deu tudo certo e pude respirar aliviada. Mas a recuperação foi lenta e exigia cuidados especiais e constantes. Era um tal de pinga pra cá, pinga pra lá, ou seja, um colírio atrás do outro, tudo com hora marcada. Eu fui super virginiana nesse quesito.

IA por minha demanda

E dia 25/06 foi o segundo olho. Também correu tudo bem. E tome pinga - pinga de novo. Foram muitos retornos na “doutora dos olhos” após as cirurgias. Lembra do “esse ou esse? pisca, pisca, pisca - de novo” - Isso mesmo! 😜😝🫣

IA por minha demanda

E assim os dias foram passando. Uma chegadinha ali e aqui, passarinhando com queridos amigos sempre aqui por perto. Já podia fotografar, mas de óculos com tampões laterais, tudo sem muitos esforços.

IA por minha demanda

Aí veio mais uma viagem bem legal, a do Panamá. A convite da Leilinha, participei de uma expedição organizada pelo Thiago Toledo. Está rascunhada no bloguinho de viagens, assim como as outras (haja tempo para terminar). 

Foi uma viagem muito boa, principalmente nos aspectos emocionais. Eu me diverti muito, viajar com bons amigos é sempre algo inesquecível. Faz um bem enorme para a alma.

Thiago, Josanel, Leila, o dono da Casa dos Passarinhos, Vivi, Carlos e Rafael e eu no Panamá
arquivo pessoal by Sil Linhares

Panamá
arquivo pessoal by Sil Linhares

Cansada da viagem, nem ia comemorar meu aniversário, mas fui pega de surpresa pelo meu irmão e alguns amigos que disseram que viriam em casa me cumprimentar. Comprei bolo e salgadinhos de última hora e foi uma reunião super deliciosa. Até minha sobrinha veio. Realmente inesquecível.
 
Stella, Cesar, eu, André, Raquel e Odair
arquivo pessoal by Sil Linhares

Eu, Viviane, Guilherme e Leilinha
arquivo pessoal by Guilherme Amaro

Em setembro, sempre desacelerando, bem devagarinho, sem estar com a rotina de exercícios em prática, vamos eu e Leilinha para Ilhabela, onde fizemos fotões de algumas aves, além de reencontrar alguns amigos.

Mas teve uma terrível constatação, eu subi uma trilha bem elevada de uns 150 metros, bem íngreme. A descida, principalmente foi um sufoco. O manguito, meus pés e joelhos resolveram dar chilique e me fizeram sofrer muito. Aquilo me incomodou demais.

Nesse dia chorei muito quando desci, não de dor, mas porque “caiu a ficha”: não conseguiria fazer os 100 km de caminhada no Monte Roraima. A subida e descida lá são implacáveis. A viagem já estava combinada com o amigo Ronilson, inclusive, passagem comprada para o mês de dezembro.

Era a realização de um grande sonho. Leila, que já foi trilheira, me explicou sobre a realidade que eu iria enfrentar. Dormi chorando muito naquela noite, mas tomei a decisão de abrir mão desse sonho em prol da minha saúde.

IA por minha demanda

Cancelei a viagem e também algumas participações em eventos, porque não estava confiando na minha melhora e estava muito mal, emocionalmente falando.

Quase não saí de casa nos dias seguintes. E a tensão interna e a tristeza só fizeram aumentar nesse período.

Mas eu tinha um evento que não podia cancelar, pois a organização já tinha comprado passagem, reservado hospedagem e anunciado minha participação. É um evento maravilhoso. O Ave Nova em Boa Nova, na Bahia, que sempre acontece em novembro. Era minha segunda participação. 

Pouco antes de viajar para a Bahia, eu tive a honra e oportunidade de conhecer um fotógrafo que sempre admirei. Embora eu não fale inglês e nem ele português, eu e Dustin Chen firmamos uma grande amizade. Hoje ele me chama de “my rich sister” e eu o chamo de “my precious friend”. 

Vivi, Leila, eu e Dustin no PETAR

Duco, eu e Dustin 
Arquivo pessoal Sil Linhares

Dustin quer que eu vá conhecer a Papua Nova Guiné e Madagascar. Um dia irei. As aves do paraíso e os lêmures sempre foram sonhos para mim. Será que pelo menos estes sonhos um dia conseguirei realizar? Aie-aie

IA por minha demanda

Enfim o dia de ir para o evento de Boa Nova chegara, mas antes dele eu passaria em Ilhéus para tentar buscar duas aves novas. Uma delas deu certo graças aos amigos Maia e João Victor. Fiz, finalmente, o pintassilgo-do-nordeste. Eu buscava por esse encontro desde 2014 e ele aconteceu na Reserva Espinita em Igrapiúna/BA, com direito à florzinha na foto combinando com ele. 

fotos by Sil Linhares

A outra eu teria que subir a Serra das Lontras em Arataca. Uma ave super difícil e rara: o tapaculo-preto-baiano. 

Antes que você faça um pré-julgamento, saiba que eu não fico contando vantagens sobre ser neste momento a número 1 do Brasil em números de espécies fotografadas, nem digo por aí que fazer X espécies é mais legal que os presentes que você ganha por ter bons amigos. 

Eu vivo a minha vida do melhor jeito que consigo, gosto de desafios e buscar espécies novas cada vez mais difíceis, torna esses desafios um grande estímulo e uma baita inspiração de vida, além de ser uma enorme superação física e emocional, lembrando que pela lei, já sou uma senhora idosa (com direito à cartão especial de estacionamento). 😁😂

E a Serra das Lontras foi um desafio bem difícil e pesado e no final um pouco decepcionante. Muito embora eu não tenha alcançado o topo, cheguei na parte alta, mas com muito sofrimento. E a ave rara? Nem sinal. Acho que ela foi abduzida. 👻😶‍🌫️😬😪

O desafio da subida foi vencido, apesar de tudo, porém peguei muita chuva sem estar preparada. Na descida escorreguei no barro e caí feio. O ombro e as costas doeram muito, os meus pés pediam substituição, e os carrapatos (põe muito micuim aí) que pegamos no caminho, acabaram comigo, com direito a estado febril e muita coceira - MUITA mesmo!!!!

a outra perna estava daí pra pior
arquivo pessoal Sil Linhares

O antialérgico que precisei tomar me deixou sonolenta durante todo o evento em Boa Nova. Participei das atividades bem menos do que de costume. Mas fora alguns contragostos momentâneos, no fim tudo deu certo. A presença dos amigos ajudou muito e me trouxe muitas alegrias, ajudando a dissipar as minhas tristezas.

Passarinhada muito boa
arquivo pessoal by Sil Linhares

turminha querida
arquivo pessoal by Sil Linhares

Arquivo pessoal Roberto Duarte

Voltando pra casa, na hora que o avião começou a descer, meu ouvido direito resolveu tapar. E não voltou ao normal como acontece sempre que a aeronave pousa e dá aquela pressão esquisita. Durou dias. Eu achei que estava ficando surda, pois nada dele voltar sozinho ao normal.

Dezembro é época de passar pelo costumeiro check-up anual. Após comentar sobre o ouvido com a chefe da clínica do meu cardiologista, ela me indicou ali na BP mesmo (Beneficência Portuguesa) uma otorrinolaringologista amiga dela (ô nome complicado, enrolou minha língua aqui). 

Consegui marcar pra semana seguinte. Ufa! A otorrino, uma fofa, após me examinar, informou que eu não estava surda como temia, só com cera endurecida no canal do ouvido, que ela retirou com uma agulha bem fininha. Gelei quando vi a agulha, mas não senti nadinha. Por conselho dela não viajo mais de avião sem levar uma caixa de chiclete.

IA por minha demanda

E papo vem, papo vai, depois de eu contar pra ela dos carrapatos e do antialérgico na Bahia, que me deixou sonâmbula, ela me deu amostras de um antialérgico que não dá sono. O nome é Bixlyn (Bilastina) – fica a dica. Ainda não experimentei, mas juro, espero não precisar dele tão cedo.

E entre fazer os exames de sangue, o ecodoppler e o chato do holter 24 horas, dezembro foi passando.

Mas não consegui ficar quietinha. Saí por aí com a Leilinha a convite do Bioparque de Serra Negra, para participar do último evento de passarinho do ano. Foi super divertido. Duas doidas fazendo doidices juntas. Só lembro da Leilinha dizer: "pula que você alcança!" A gente queria umas manguinhas semi-maduras. E tome fazer "red ball lifer" pelo caminho. 🤣🐥🐦‍⬛🐦🔴🔴🔴
 
Fotos by Leilinha

Eis que chega a parte das festas no mundo todo, Natal e Réveillon, coisa que eu acho artificial e meio tipo obrigação. O corpo reagiu e pediu pra ficar em casa. E fiquei! E vou ficar hoje também, os fogos da Paulista vou tentar ver da janela, isso se eu conseguir ficar acordada até lá.

Mas dezembro ainda trouxe novidades impactantes. No dia 27 fui buscar os exames que ficaram prontos. Abri curiosa, como sempre faço, embora os médicos prefiram que não façamos isso. Saber se meu coração continua são é uma razão muito forte para tal. Só lembrando que curiosidade matou o gato e a Silvia. 😹😹😹😹

Lembrei do meu amigo dizer lá em Boa Nova para mim, quando reclamei de alguma coisa: “Silvia, seu coraçãozinho tá muito peludo”.

IA por minha demanda

Peludo não, Rogério, de acordo com o resultado do ecodoppler, ele tá com uma leve dilatação na aorta ascendente. Pelo diagnóstico do Dr. Google não é grave, ainda. Mas em janeiro meu médico, duplamente do coração, vai me clarificar isso e me orientar. Mas desde já vou triplicar os cuidados por aqui.

E nem vou falar que a glicose tá acima do índice desejado, me culpando por ter passado da conta ao devorar caixas e mais caixas de chocolates quebra-quebra de tapioca com limão, muita goiabada com queijo e doce de leite em quantidades absurdas. 😬🍦🍧🍨🍰🧁🍫🍬🍭🍹

Como disse minha linda cunhada essa semana, a idade é fogo.

E nisso, mais um ano termina e eu estou adorando que ele vá embora. Foi um ano pesado! - Mas, Silvia, nem foi tão ruim, deixa de ser negativa. Apesar de várias vezes você precisar conter seu instinto homicida e ter que apelar pro seu bom humor pra não dar três tapões na cara de algum sujeito (a), foi um ano de muita superação e acontecimentos felizes. 😁😆😅😂🤣

Conclusão para fechar o ano de 2025:


Foi um ano molhado, não porque choveu muito, mas porque chorei várias vezes, ora de raiva, ora de pura emoção. Nunca foi tão difícil administrar meus sentimentos, minha ansiedade, meu humor e meu corpo, mas consegui me superar, estar viva, enxergando, andando, falando (e muitooooo) e ouvindo bem. 

Teve muito carinho saindo e chegando no coraçãozinho já “depilado”, apesar do mundo, na minha visão, continuar virado de cabeça pra baixo. (sem mais comentários a esse respeito)

IA por minha demanda

Ano de 2026, chegue bem, viu? Você é o número 1. (*na numerologia, 2026 é marcado pelo Ano Universal 1 (2+0+2+6=10/1+0=1) e simboliza um grande recomeço, o início de um novo ciclo de 9 anos focado em coragem, liderança, ação e novos projetos.

Então vamos seguir em frente, se ocupar com coisas divertidas e deixar o amargor para os jilós e o azedume para os limões. Tem muito chão ainda.

IA por minha demanda

Termino o ano deitada na minha cama, com ventinho gostoso do ventilador, sonhando com novos planos de viagens, muitas gargalhadas e a saúde voltando a ficar equilibrada.

Metas para 2026:

  • Deixar de ser tão nostálgica e não deixar o passado dominar os momentos presentes e futuros.
  • Falar menos (como se isso fosse possível) e ouvir mais.
  • Não perder a conexão com quem está conversando. Valorizar o pensamento e a fala do outro.
  • Abrir mais o cérebro para novas ideias, pensamentos e comportamentos sem rigidez cognitiva.
  • Flexibilizar a rotina, sem abrir mão daquelas que melhoram a saúde.
  • Evitar ficar ansiosa, estressada e frustrada sempre que se defrontar com um imprevisto ou algo fora do controle.
  • Zerar qualquer sessão de reclamação. Tudo o que a gente pensa, seja ruim ou bom, acaba virando verdade e se espalha por dentro do corpo e da alma, então melhor espalhar coisas boas.
  • Não deixar doença e sintomas virarem desculpas ou obsessão.
  • Ouvir mais conselhos e dar menos palpites.
  • Não cair nas armadilhas de competição velada com outras pessoas.
  • Não guardar mágoas nem raiva, nem se sentir uma vítima perpétua dos problemas passados. 
  • Jamais abrir mão dos sonhos, mas avaliar se eles são factíveis ou não.
  • Ser sonhadora com os pés no chão, mas nunca deixar de levantar voo.
E o mais importante: sempre planejar viagens e viajar muito. Isso conforta e mima muito a alma, tanto o "antes", o "durante", como o "depois".

Chega mais 2026!!!!

IA por minha demanda

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Um comentário:

  1. Adorei,Silvia!!! É bom pra gente fazer esse "balanço" do nosso ano...as coisas boas e as coisas ruins...parabéns...beijos!

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