sexta-feira, 28 de agosto de 2026

28 AGO 2026 - Querido Diário, hoje é meu aniversário!

Arquivo pessoal: Silvia F Linhares

Querido diário, hoje é dia 28 de agosto de 2026.

Acordei agora depois de uma noite bem dormida e um mês de inferno astral.

Essa semana aqui em casa teve queima de incenso, banho de sal grosso e muita música para espantar as energias negativas. Que permaneçam só as positivas.

Neste momento, o brilho em meus olhos é intenso, embora sonolentos. Mas há um sorriso imenso florescendo em meus lábios entre desejos e pensamentos... (principalmente se for um pretinho quente e forte! - Vem "nimim" cafezinho, seu marrento!) 😁🤣☕️

Mas vamos refletir sobre a vida e o sentimento de iniciar um novo ciclo. Eu brinco que não faço mais aniversário, eu faço "inventário".

Arquivo pessoal: Silvia F Linhares

Como todos sabemos, a vida é um longo caminho, com começo, meio e fim. Para alguns bem longo, para outros nem tanto. Há muitas paradas e tropeços, mas também muitas recompensas e presenças.

Sou agraciada por sempre conseguir me levantar desses 'tombos" e seguir em frente ao sabor das cores alegres das flores, borboletas, passarinhos 
e auxílio de muita gente, sem esquecer do gostoso cafezinho. (lógico 😁☕️)

Sempre deixo que o vento me carregue. Seja uma brisa leve ou uma rajada mais forte. Aí é pura sorte.

Ao longo desta caminhada fui conhecendo muitas pessoas. Algumas apenas de passagem. Outras deixaram marcas profundas e compartilharam comigo sua própria bagagem.

Comparo-as com as plantas pelo caminho. Algumas nos oferecem flores, outras espinhos. Algumas perfumam o nosso ar, outras deixam um odor desagradável, capaz de nos sufocar.

Algumas nos abrigam das intempéries, nos protegendo com seus galhos, outras nos machucam, derrubando-os sobre nós.

Algumas nos alimentam com seus frutos. Outras nos intoxicam com seus venenos.

Algumas são macias como a grama e nos dão descanso e conforto, nos fazendo querer ficar mais tempo aguardando seu retorno.

Outras são intrincadas, tornando o nosso caminho tortuoso e cheio de barricadas.

Nesses casos, a gente tenta andar mais rápido e deixá-las para trás, buscando a luz lá na frente que restabeleça a nossa paz.

Algumas poucas deixam raízes. Essas são as que nos dão firmeza e que nos sustentam quando, para seguir em frente, precisamos de muita leveza. Elas sempre nos estendem a mão e nos põem dentro do seu coração.

Quando olho para trás, reflito como foi chegar aqui. São 65 anos atravessando caminhos sinuosos, tortuosos, cheios de obstáculos, quase intransponíveis, mas para compensar vieram muitos outros, cheio de cores, cheiros e bons sabores.

Foi lindo poder atravessar tantas florestas, conhecer tudo e todos que a cercam. Uma verdadeira festa.

E sei que mesmo agora, ao ter que andar mais devagar, ainda tenho muita beleza pela frente, muito chão e muitas horas para caminhar. Então "simbora!"

Se você leu meu texto até aqui, com certeza é uma das "flores" que perfumam o meu caminho. É a mão que me puxa e me dá forças para prosseguir.

Obrigada por fazer a diferença nessa jornada. Que tal comemorarmos com uma baita cervejada?

Ass. Silvia F Linhares

Texto: minha autoria, feito com muita alegria. Sem IA.

Arquivo pessoal: Silvia F Linhares
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terça-feira, 21 de julho de 2026

21 JUL 2026 - O tempo não volta - Dia de refletir e reviver lembranças.

Arquivo pessoal

O tempo não volta - Dia de refletir e reviver lembranças.


Hoje é dia 21 de julho de 2026, dia que minha mãe completaria 88 anos se não tivesse nos deixado tão cedo (aos 66 anos, em 2005, graças aos prejuízos causados em sua saúde pelo cigarro). É uma saudade que não me abandona nunca e que dói sempre que penso nela. 

Mãe, esteja onde estiver, que a sua luz continue a iluminar a minha vida. Vou tentar passar o dia apenas lembrando dos bons momentos que vivenciamos juntas, das flores que me ensinou a gostar e do jardim que criei especialmente pra você na Estância Esmeralda, lá em Presidente Prudente/SP.

Embora se sentindo de coração partido hoje, só posso agradecer a ela e ao meu pai (ambos in memorian) por terem me dado a vida e me ensinado tudo o que eu sei e sou.

Minha mãe Esmeralda aos 17 anos

Infelizmente o tempo não volta para desfazer ou refazer momentos ou insensatezes que aconteceram no nosso dia a dia e foi pensando nisso que escrevi o texto abaixo.

Acordei aqui em casa refletindo sobre a tal terceira idade, como se existisse a primeira e a segunda idade. (Risos e mais risos) 😂💥😂💥💨

Até pesquisei no Google sobre isso 

Você já se perguntou quando começa a terceira idade? Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma pessoa é considerada idosa a partir dos 60 anos em países em desenvolvimento e a partir dos 65 anos em países desenvolvidos. 

Além disso, a Organização classifica o envelhecimento em quatro estágios: meia-idade: 45 a 59 anos; idoso(a): 60 a 74 anos; ancião: 75 a 90 anos; velhice extrema: 90 anos em diante.

Atualmente, muito tem se falado também sobre uma “quarta idade”, que reúne pessoas com 80 anos ou mais. 
(Fonte: med senior)

Eu prefiro chamar de fases da vida. A cada 10 anos da nossa vida, começa uma nova fase. Cada uma é bem diferente da outra. 😁🤪👩‍🦳😁🤪👩‍🦳📊

Minhas fases conto assim:
01-10 anos - Infância
11-20 anos - Adolescência e Mocidade
21-30 anos - Universitária
31-40 anos - Vida adulta independente
41-50 anos - Amadurecimento (com direito a experimentar casamento)
51-60 anos - Aposentadoria e Vida de Passarinheira ou melhor Fotógrafa de Natureza
61 anos em diante - Viajante e Passarinheira. 

Velhice chegando, é a tal fase de idosa, pelo menos tenho prioridade em filas, lugares preferenciais e caixas específicos, mas se prepara, não tem volta. 

Já comecei a escrever um livro tentando contar os acontecimentos memoráveis e as lembranças de cada uma dessas minhas fases.

Mas ao colocar minhas vivências (e sobrevivências) em texto, não consegui passar da segunda fase. É muita história para contar. Por isso é complicado, então eu apenas vou protelando e seguindo em frente.

Mas o meu anjinho😇e meu diabinho😈conversando entre eles dentro do meu cérebro, o anjinho😇disse:

IA sob minha demanda

😇-  "Mas Silvia, você não tem uma filosofia que diz: o passado passou, o futuro nunca chegará, e neste caso só sobra o dia de hoje que é o presente ou melhor, um presente ou uma lição."

O diabinho😈então respondeu:
- "Que negócio é esse de mergulhar no tempo e escrever o seu passado? O que você ganha com isso, vai assistir série na TV. Não perde tempo!"

Respondi aos dois: - "Sim, eu digo isso sempre, mas tem outra máxima que se antepõe a esta. O passado molda a sua personalidade e pensar no futuro te ajuda a propor e alcançar metas do presente".

Aí veio a resposta do infame diabinho😈: - "Ah! Mas não esquece que os tempos não se restringem simplesmente a passado (pretérito), presente e futuro. Tem presente do indicativo, pretérito perfeito e pretérito imperfeito, futuro do presente, futuro do pretérito, pretérito mais-que-perfeito, modo imperativo, modo subjuntivo. É tempo verbal que não acaba mais." 😁🤣🫠🤪🙄

E o anjinho😇disse: - "Olha, para com isso, odeio essa coisa de tempo verbal e nem me venha com aquele treco de Infinitivo, Gerúndio e Particípio, se não eu paro por aqui."

Dito isso, caímos juntos na gargalhada como se a discussão tivesse terminado em uma grande piada. 😁😆🤣😂🙃 Concluímos que o que define as nossas fases de vida e tudo que tem a ver com elas tem nome: chama-se TEMPO!

E sim, resumindo: o tempo não volta. Faça hoje tudo o que tiver vontade. Não temos um túnel do tempo

O anjinho replicou😇: "Ah! Silvia, temos sim, lembra daquela série que marcou a sua primeira fase, junto com Perdidos no Espaço, Viagem ao Fundo do Mar e Terra de Gigantes?".

Nossa, agora eu viajei no tempo! Saindo do fundo do baú a explicação para eu adorar seriados e filmes de ficção científica até hoje.

Imagem dos protagonistas do Seriado Túnel do Tempo (fonte: Rede Brasil)

Ficou curioso? Não é do seu tempo? Então assista o vídeo abaixo.

 

Mas voltando no Tempo, ops, ah! É mesmo, o tempo não volta, melhor dizendo, voltando a falar do tempo.

Eu hoje num dos "decênios" da minha vida, já aposentada e com vida tranquila, viajando sempre que posso para fotografar passarinhos, continuo dizendo que nunca tenho tempo pra nada. 

Não consigo terminar um livro, colocar meu blog de viagens em dia, e nem tratar as fotos que estão aguardando entrarem na lista do e-Bird e Wikiaves ou irem para a lixeira.

E assim as decisões que compõem o meu dia a dia deste decênio vão se aparvalhando e se acumulando: o que fazer primeiro? Levantar, tomar café, fazer ginástica, tratar fotos ou escrever, planejar viagens ou fofocar com os amigos pelas redes sociais ?

Às vezes me sinto perdida dentro do próprio rumo que tracei para mim. Dá mais vontade de ficar aqui na cama, quietinha e quentinha, sob as cobertas, "preguiçando", mas aí o meu atual decênio vai se eclipsar e o meu tempo chegará ao fim.

IA sob minha demanda

Em coro os dois seres imaginados dentro do meu cérebro (anjinho e diabinho 😈😇) disseram: "Mas Silvia, essa coisa do tempo é confusa mesmo. Como assim, o seu tempo vai chegar ao fim?"

Essa reflexão farei outro dia, no futuro, quando essa cena se repetir: eu acordando, pensando na vida, com o celular na mão, "preguiçando" na cama.

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Tchau 2025 - Chega logo 2026

Mais um ano terminando e, como sempre, faço minha reflexão. Uma espécie de "balanço" e o que espero para o próximo ano. Ah! E sou eu mesma quem escreve e não IA. 

Eu mesmo escolho as palavras, que saem do meu pensamento após filtrarem meus sentimentos. Uso IA, sim, mas para criar desenhos sob minha demanda. Sempre gostei de desenhar, mas hoje não consigo mais desenhar como antes.

IA por minha demanda

O ano de 2025 começou meio precário. Após uma overdose de monóxido de carbono decorrente de fumaça advinda dos incêndios criminosos no final de 2024 quando passarinhava na região Norte, senti muitas dores, cansaço excessivo e tive inchaços pelo corpo todo, principalmente nas pernas. 

Meu médico, após exames, indicou injeção (- socorro! Tenho pavor!), vitaminas e repouso absoluto. Atendi e deixei a preguiça tomar conta de mim (haja seriado o dia todo na TV, guloseimas roubadas da cozinha e compra de muita coisa inútil online). 😁😂

Mas eis que surge um outro problema, uma dor no ombro esquerdo. Consultei o ortopedista e ele só me informou: é no manguito rotador, não tem cura, tem que fortalecer o músculo. Exercícios, fisioterapia e repouso. Bom pelo menos não teve infiltração ou qualquer tipo de agulhada.

E para saber como estava o "corpitcho", toca repetir os exames cardiológicos e de sangue. Felizmente, apesar de sentir fraqueza e muita moleza (sentir preguiça já é normal pra mim), tudo estava em ordem.

Aproveitando a parada e por estar com a vista esquisita, fui a um oftalmologista. O diagnóstico foi imediato, catarata. Sim, vai ter que operar. Tudo isso aconteceu logo no começo do ano.

Toca fazer mais alguns exames, pois para a cirurgia dos olhos tem que estar tudo ok. Marcamos a cirurgia, porém a empresa onde o médico faria a cirurgia, devido a incoerências, teve o pedido negado 3 vezes pelo meu plano de saúde. E meu médico disse que não estava sabendo disso. Fiquei muito brava. Por conta disso mudei de clínica.

Começa tudo de novo, exames e mais exames. Nisso já era abril e eu tinha viagem marcada para passarinhar no Central Parque em Nova York no começo de maio. 

Passava meu tempo fazendo exames, estudando as aves do Central Parque e fazendo planos para a viagem seguinte: Portugal... seria minha primeira vez na Europa.

Por não ter urgência, marcamos a cirurgia para quando eu voltasse dessas duas viagens. Para a minha felicidade e alívio foi tudo autorizado de primeira.

Conhecer o Central Park era algo que eu desejava há muito tempo e ainda não tivera oportunidade. Foi uma experiência muito legal. 

Só detestei o atendimento presencial de uma empresa onde eu comprava (disse comprava...) equipamentos fotográficos há mais de 15 anos. Sim, falo da famosa B H. Criar expectativa é uma coisa muito ruim, quando ocorre decepção é para o resto da vida.
 
Olha eu no Central Parque em NY com Oda e Bob Birding
arquivo pessoal by Sil Linhares

Cheguei de NY e participei do Avistar Brasil no Jardim Botânico, uma doideira, 15 mil pessoas em 3 dias. Foi o melhor de todos ao meu ver. Logo na segunda pós-Avistar fui com a turma (Leilinha, Viviane e Nelson) para Portugal.

arquivo pessoal by Sil Linhares

Portugal foi uma viagem muito legal e bem significativa para mim. Teve momentos desgastantes como a espera de 4 horas na fila da alfândega no aeroporto de Lisboa e a sofrida, perigosa e decepcionante saída pelágica na Ilha da Madeira. 

Mas noves foras, zero, no frigir dos ovos, foi tudo maravilhoso. Nosso guia Ricardo, indicado pela nossa amiga portuguesa Maria João, foi excelente nos guiando no Tejo. 

Nelson, Vivi, o guia Ricardo, eu e Leila Esteves
arquivo pessoal by Sil Linhares

Fila que não acabava nunca (affff) - aeroporto de Lisboa
arquivo pessoal by Sil Linhares

E junho chegou trazendo frio na barriga, dia 11 foi a cirurgia num dos olhos. Deu tudo certo e pude respirar aliviada. Mas a recuperação foi lenta e exigia cuidados especiais e constantes. Era um tal de pinga pra cá, pinga pra lá, ou seja, um colírio atrás do outro, tudo com hora marcada. Eu fui super virginiana nesse quesito.

IA por minha demanda

E dia 25/06 foi o segundo olho. Também correu tudo bem. E tome pinga - pinga de novo. Foram muitos retornos na “doutora dos olhos” após as cirurgias. Lembra do “esse ou esse? pisca, pisca, pisca - de novo” - Isso mesmo! 😜😝🫣

IA por minha demanda

E assim os dias foram passando. Uma chegadinha ali e aqui, passarinhando com queridos amigos sempre aqui por perto. Já podia fotografar, mas de óculos com tampões laterais, tudo sem muitos esforços.

IA por minha demanda

Aí veio mais uma viagem bem legal, a do Panamá. A convite da Leilinha, participei de uma expedição organizada pelo Thiago Toledo. Está rascunhada no bloguinho de viagens, assim como as outras (haja tempo para terminar). 

Foi uma viagem muito boa, principalmente nos aspectos emocionais. Eu me diverti muito, viajar com bons amigos é sempre algo inesquecível. Faz um bem enorme para a alma.

Thiago, Josanel, Leila, o dono da Casa dos Passarinhos, Vivi, Carlos e Rafael e eu no Panamá
arquivo pessoal by Sil Linhares

Panamá
arquivo pessoal by Sil Linhares

Cansada da viagem, nem ia comemorar meu aniversário, mas fui pega de surpresa pelo meu irmão e alguns amigos que disseram que viriam em casa me cumprimentar. Comprei bolo e salgadinhos de última hora e foi uma reunião super deliciosa. Até minha sobrinha veio. Realmente inesquecível.
 
Stella, Cesar, eu, André, Raquel e Odair
arquivo pessoal by Sil Linhares

Eu, Viviane, Guilherme e Leilinha
arquivo pessoal by Guilherme Amaro

Em setembro, sempre desacelerando, bem devagarinho, sem estar com a rotina de exercícios em prática, vamos eu e Leilinha para Ilhabela, onde fizemos fotões de algumas aves, além de reencontrar alguns amigos.

Mas teve uma terrível constatação, eu subi uma trilha bem elevada de uns 150 metros, bem íngreme. A descida, principalmente foi um sufoco. O manguito, meus pés e joelhos resolveram dar chilique e me fizeram sofrer muito. Aquilo me incomodou demais.

Nesse dia chorei muito quando desci, não de dor, mas porque “caiu a ficha”: não conseguiria fazer os 100 km de caminhada no Monte Roraima. A subida e descida lá são implacáveis. A viagem já estava combinada com o amigo Ronilson, inclusive, passagem comprada para o mês de dezembro.

Era a realização de um grande sonho. Leila, que já foi trilheira, me explicou sobre a realidade que eu iria enfrentar. Dormi chorando muito naquela noite, mas tomei a decisão de abrir mão desse sonho em prol da minha saúde.

IA por minha demanda

Cancelei a viagem e também algumas participações em eventos, porque não estava confiando na minha melhora e estava muito mal, emocionalmente falando.

Quase não saí de casa nos dias seguintes. E a tensão interna e a tristeza só fizeram aumentar nesse período.

Mas eu tinha um evento que não podia cancelar, pois a organização já tinha comprado passagem, reservado hospedagem e anunciado minha participação. É um evento maravilhoso. O Ave Nova em Boa Nova, na Bahia, que sempre acontece em novembro. Era minha segunda participação. 

Pouco antes de viajar para a Bahia, eu tive a honra e oportunidade de conhecer um fotógrafo que sempre admirei. Embora eu não fale inglês e nem ele português, eu e Dustin Chen firmamos uma grande amizade. Hoje ele me chama de “my rich sister” e eu o chamo de “my precious friend”. 

Vivi, Leila, eu e Dustin no PETAR

Duco, eu e Dustin 
Arquivo pessoal Sil Linhares

Dustin quer que eu vá conhecer a Papua Nova Guiné e Madagascar. Um dia irei. As aves do paraíso e os lêmures sempre foram sonhos para mim. Será que pelo menos estes sonhos um dia conseguirei realizar? Aie-aie

IA por minha demanda

Enfim o dia de ir para o evento de Boa Nova chegara, mas antes dele eu passaria em Ilhéus para tentar buscar duas aves novas. Uma delas deu certo graças aos amigos Maia e João Victor. Fiz, finalmente, o pintassilgo-do-nordeste. Eu buscava por esse encontro desde 2014 e ele aconteceu na Reserva Espinita em Igrapiúna/BA, com direito à florzinha na foto combinando com ele. 

fotos by Sil Linhares

A outra eu teria que subir a Serra das Lontras em Arataca. Uma ave super difícil e rara: o tapaculo-preto-baiano. 

Antes que você faça um pré-julgamento, saiba que eu não fico contando vantagens sobre ser neste momento a número 1 do Brasil em números de espécies fotografadas, nem digo por aí que fazer X espécies é mais legal que os presentes que você ganha por ter bons amigos. 

Eu vivo a minha vida do melhor jeito que consigo, gosto de desafios e buscar espécies novas cada vez mais difíceis, torna esses desafios um grande estímulo e uma baita inspiração de vida, além de ser uma enorme superação física e emocional, lembrando que pela lei, já sou uma senhora idosa (com direito à cartão especial de estacionamento). 😁😂

E a Serra das Lontras foi um desafio bem difícil e pesado e no final um pouco decepcionante. Muito embora eu não tenha alcançado o topo, cheguei na parte alta, mas com muito sofrimento. E a ave rara? Nem sinal. Acho que ela foi abduzida. 👻😶‍🌫️😬😪

O desafio da subida foi vencido, apesar de tudo, porém peguei muita chuva sem estar preparada. Na descida escorreguei no barro e caí feio. O ombro e as costas doeram muito, os meus pés pediam substituição, e os carrapatos (põe muito micuim aí) que pegamos no caminho, acabaram comigo, com direito a estado febril e muita coceira - MUITA mesmo!!!!

a outra perna estava daí pra pior
arquivo pessoal Sil Linhares

O antialérgico que precisei tomar me deixou sonolenta durante todo o evento em Boa Nova. Participei das atividades bem menos do que de costume. Mas fora alguns contragostos momentâneos, no fim tudo deu certo. A presença dos amigos ajudou muito e me trouxe muitas alegrias, ajudando a dissipar as minhas tristezas.

Passarinhada muito boa
arquivo pessoal by Sil Linhares

turminha querida
arquivo pessoal by Sil Linhares

Arquivo pessoal Roberto Duarte

Voltando pra casa, na hora que o avião começou a descer, meu ouvido direito resolveu tapar. E não voltou ao normal como acontece sempre que a aeronave pousa e dá aquela pressão esquisita. Durou dias. Eu achei que estava ficando surda, pois nada dele voltar sozinho ao normal.

Dezembro é época de passar pelo costumeiro check-up anual. Após comentar sobre o ouvido com a chefe da clínica do meu cardiologista, ela me indicou ali na BP mesmo (Beneficência Portuguesa) uma otorrinolaringologista amiga dela (ô nome complicado, enrolou minha língua aqui). 

Consegui marcar pra semana seguinte. Ufa! A otorrino, uma fofa, após me examinar, informou que eu não estava surda como temia, só com cera endurecida no canal do ouvido, que ela retirou com uma agulha bem fininha. Gelei quando vi a agulha, mas não senti nadinha. Por conselho dela não viajo mais de avião sem levar uma caixa de chiclete.

IA por minha demanda

E papo vem, papo vai, depois de eu contar pra ela dos carrapatos e do antialérgico na Bahia, que me deixou sonâmbula, ela me deu amostras de um antialérgico que não dá sono. O nome é Bixlyn (Bilastina) – fica a dica. Ainda não experimentei, mas juro, espero não precisar dele tão cedo.

E entre fazer os exames de sangue, o ecodoppler e o chato do holter 24 horas, dezembro foi passando.

Mas não consegui ficar quietinha. Saí por aí com a Leilinha a convite do Bioparque de Serra Negra, para participar do último evento de passarinho do ano. Foi super divertido. Duas doidas fazendo doidices juntas. Só lembro da Leilinha dizer: "pula que você alcança!" A gente queria umas manguinhas semi-maduras. E tome fazer "red ball lifer" pelo caminho. 🤣🐥🐦‍⬛🐦🔴🔴🔴
 
Fotos by Leilinha

Eis que chega a parte das festas no mundo todo, Natal e Réveillon, coisa que eu acho artificial e meio tipo obrigação. O corpo reagiu e pediu pra ficar em casa. E fiquei! E vou ficar hoje também, os fogos da Paulista vou tentar ver da janela, isso se eu conseguir ficar acordada até lá.

Mas dezembro ainda trouxe novidades impactantes. No dia 27 fui buscar os exames que ficaram prontos. Abri curiosa, como sempre faço, embora os médicos prefiram que não façamos isso. Saber se meu coração continua são é uma razão muito forte para tal. Só lembrando que curiosidade matou o gato e a Silvia. 😹😹😹😹

Lembrei do meu amigo dizer lá em Boa Nova para mim, quando reclamei de alguma coisa: “Silvia, seu coraçãozinho tá muito peludo”.

IA por minha demanda

Peludo não, Rogério, de acordo com o resultado do ecodoppler, ele tá com uma leve dilatação na aorta ascendente. Pelo diagnóstico do Dr. Google não é grave, ainda. Mas em janeiro meu médico, duplamente do coração, vai me clarificar isso e me orientar. Mas desde já vou triplicar os cuidados por aqui.

E nem vou falar que a glicose tá acima do índice desejado, me culpando por ter passado da conta ao devorar caixas e mais caixas de chocolates quebra-quebra de tapioca com limão, muita goiabada com queijo e doce de leite em quantidades absurdas. 😬🍦🍧🍨🍰🧁🍫🍬🍭🍹

Como disse minha linda cunhada essa semana, a idade é fogo.

E nisso, mais um ano termina e eu estou adorando que ele vá embora. Foi um ano pesado! - Mas, Silvia, nem foi tão ruim, deixa de ser negativa. Apesar de várias vezes você precisar conter seu instinto homicida e ter que apelar pro seu bom humor pra não dar três tapões na cara de algum sujeito (a), foi um ano de muita superação e acontecimentos felizes. 😁😆😅😂🤣

Conclusão para fechar o ano de 2025:


Foi um ano molhado, não porque choveu muito, mas porque chorei várias vezes, ora de raiva, ora de pura emoção. Nunca foi tão difícil administrar meus sentimentos, minha ansiedade, meu humor e meu corpo, mas consegui me superar, estar viva, enxergando, andando, falando (e muitooooo) e ouvindo bem. 

Teve muito carinho saindo e chegando no coraçãozinho já “depilado”, apesar do mundo, na minha visão, continuar virado de cabeça pra baixo. (sem mais comentários a esse respeito)

IA por minha demanda

Ano de 2026, chegue bem, viu? Você é o número 1. (*na numerologia, 2026 é marcado pelo Ano Universal 1 (2+0+2+6=10/1+0=1) e simboliza um grande recomeço, o início de um novo ciclo de 9 anos focado em coragem, liderança, ação e novos projetos.

Então vamos seguir em frente, se ocupar com coisas divertidas e deixar o amargor para os jilós e o azedume para os limões. Tem muito chão ainda.

IA por minha demanda

Termino o ano deitada na minha cama, com ventinho gostoso do ventilador, sonhando com novos planos de viagens, muitas gargalhadas e a saúde voltando a ficar equilibrada.

Metas para 2026:

  • Deixar de ser tão nostálgica e não deixar o passado dominar os momentos presentes e futuros.
  • Falar menos (como se isso fosse possível) e ouvir mais.
  • Não perder a conexão com quem está conversando. Valorizar o pensamento e a fala do outro.
  • Abrir mais o cérebro para novas ideias, pensamentos e comportamentos sem rigidez cognitiva.
  • Flexibilizar a rotina, sem abrir mão daquelas que melhoram a saúde.
  • Evitar ficar ansiosa, estressada e frustrada sempre que se defrontar com um imprevisto ou algo fora do controle.
  • Zerar qualquer sessão de reclamação. Tudo o que a gente pensa, seja ruim ou bom, acaba virando verdade e se espalha por dentro do corpo e da alma, então melhor espalhar coisas boas.
  • Não deixar doença e sintomas virarem desculpas ou obsessão.
  • Ouvir mais conselhos e dar menos palpites.
  • Não cair nas armadilhas de competição velada com outras pessoas.
  • Não guardar mágoas nem raiva, nem se sentir uma vítima perpétua dos problemas passados. 
  • Jamais abrir mão dos sonhos, mas avaliar se eles são factíveis ou não.
  • Ser sonhadora com os pés no chão, mas nunca deixar de levantar voo.
E o mais importante: sempre planejar viagens e viajar muito. Isso conforta e mima muito a alma, tanto o "antes", o "durante", como o "depois".

Chega mais 2026!!!!

IA por minha demanda

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domingo, 31 de agosto de 2025

Quem tem um amigo, tem um tesouro

 Um feliz aniversário que me encheu os olhos de lágrimas.

Texto by Patrick Inácio Pina publicado na minha página do Facebook no dia do meu aniversário 

Quem tem um amigo, tem um tesouro

Um dia ela chegou na minha casa e decidi que não ia levar ela num restaurante, não. Ela ia sentar na cozinha e eu faria um almoço, enquanto conversaríamos. Ela ficou numa cadeira ali perto do fogão, passei na horta, cortei umas folhas de couve e a salada já estava a caminho. Mas entre uma panela e outra ela falou: O “binga” tá ali ó.
 
Meu radar logo deu alerta:
Opa! Binga? Binga??? .
Só ouvira essa palavra no Mato Grosso do Sul entre familiares e amigos, muitos anos atrás. Quem era pessoa que desenterrava palavras do meio das minhas maiores e mais importantes memórias afetivas? Pode parecer tolice mas, atualmente, esta palavra tornou-se muito incomum. Parece tolice de novo, mas ali, ali mesmo, eu percebi o que logo se tornaria mais visível e concreto, uma afinidade muito semelhante a que tenho com minhas primas/irmãs/mãe, mas no caso da Silvia o que temos é uma “cumplicidade biogeográfica”.
 
Ambos crescemos em cidades do interior de dois estados vizinhos, separadas por alguns quilômetros e pelo rio Paraná. Todavia as semelhanças de uma infância em Fátima do Sul e Presidente Prudente, mesmo com o descompasso de alguns anos é surpreendente, e a medida que vamos passando mais tempo juntos, mais celebramos estas coincidências, pois o tempo foi mostrando pra gente que as coisas que aconteciam de um lado do rio também aconteciam do outro lado.
 
Desde então, já foram muitas risadas (com decibéis atingindo níveis insalubres ), muitas conversas profundas, algumas com tom de fuxico kkk, outras só com os olhos, maaaaas as melhores foram entre lágrimas e biritas !
 
Áudios longos? Ahahaha! E bem detalhados!!! Imagine Clarice Lispector mandando áudios? É bem assim que nos comunicamos kkkkk, porque amamos pormenores e os porquês dos porquês . A riqueza de detalhes que tempera as conversas sobre qualquer assunto, desenvolvido em várias camadas que são pausadas e retomadas produz aquela cosquinha no cérebro , e é uma uma delícia de acompanhar. Um exercício pra mente e pro coração.

As aves nos aproximaram, mas o apreço mútuo, o carinho com nossos amigos em comum e as dores mais profundas compartilhadas fizeram de dois desconhecidos, irmãos de alma.
 
Silvia Linhares é a mulher brasileira que mais viu e fotografou espécies de aves no Brasil. Com um coração frágil e uma história de superação física digna de livro colocou toda a macharada fotógrafa no bolso kkkkkkk - apenas com sua determinação, dedicação e foco virginiano - como ela ressalta este último aspecto de sua personalidade rsrsrs. Pra mim ela é uma amiga e um exemplo de maturidade e generosidade, com uma pitada de fragilidade. Quem só conhece a Silvia Linhares do Avistar, Wikiaves, Fotografia… tá perdendo muito por ainda não conhecer a Silvinha, uma alma rara neste mundo.
 
Te amo minha irmã!
Pra você toda felicidade desta vida.
Deus te abençoe ricamente neste universo de possibilidades, de desafios e de alegrias que a vida ainda te reserva.