terça-feira, 31 de março de 2020

31 MAR 2020 - Diário de uma passarinheira em quarentena

 16° dia - Diário de uma passarinheira em quarentena - 31/03/2020 

Hoje é Terça, se não me engano ...
Temperatura às 6:58 da manhã -> eu: 35.8° - Sampa City: 19°


Trilha sonora do dia: Plebe Rude - Até quando esperar



1 - Hoje vasculhei a geladeira e "achei" uma geléia de pimenta para o café da manhã. Uma pergunta: como faço pra conseguir o isolamento social da minha geladeira? Se eu continuar assim, quando acabar a quarentena, vou chegar na portaria rolando...

2 ... ou não ... porque a malhação aqui, começa logo depois do café da manhã e é puxada. Hoje foi top. Acabei ficando um bocado dolorida.

3 - décimo sexto dia e eu acabei brigando comigo mesma. Desde cedo a gente não está se falando. Tudo porque eu entrei em guerra com os meus cabelos. Estão quase prontos pra varrer a casa. Ai, Rozi Felix, que saudades de você.

4 - ops! E do nada, não é que o "mouse" voltou a funcionar. E com isso, consegui tratar um bom lote de fotos da África. Cada uma mais linda que a outra. Depois, dei um tempo e chequei as redes sociais pra espairecer um pouco.

5 - aí uma persona, que não tem foto identificável (a foto do perfil traz uma capa do disco do Almir Sater), nem uma postagem significativa na "time line", se autodenomina "Leao Selvagem" (isso mesmo sem o "tio") e se diz do Pantanal, me pede amizade no Facebook. Será porque minha capa no "Feici" são dois leõezinhos ? Cada uma que me aparece! kkkkkk Se alguém souber quem é a figura, me fala, por favor.

6 - bom, achei que hoje era o último dia para enviar a declaração do Imposto de Renda com débito automático na conta corrente. Sentei e mandei pau. Aí descobri que a receita postergou e poderá ser transmitida até 10/04/2020. Mas já que comecei, resolvi terminar. Teoricamente eu teria restituição se não fosse o golpe aplicado na minha fundação (FUNCEF) em anos passados gerando déficit que foi jogado nas costas de nós, aposentados. Isso dói até hoje. Uma facada! Tira o humor de qualquer um. Instinto homicida total. Mas a gente, segue em frente, né? Depois tudo melhora.

7 - aí um amiga, daquelas que conversa contigo todos os dias, perguntou sobre o contatinho. Sabe o que aconteceu com ele? Não, nem eu. Até uns dias ele dizia que precisava de mim, que sentia saudades, que precisava dos meus beijos em sua vida... (sei ... é mais fácil uma virginiana acreditar em coelhinho da páscoa e papai noel kkkkk). Sabe o que ele fez na última vez eu dei um bom dia? Ele disse que estava ocupado e voltava dali uma hora... e aí? Que hora mais comprida...Até hoje... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Será que ele sobrevive à quarentena?

8 - pra finalizar, li uma dessas frases feitas em algum lugar hoje e estava escrito algo do tipo: "Tínhamos tempo e não tínhamos as pessoas agora temos tempo e não temos as pessoas". Aí pensei, deixe de frescura na vida e aproveite cada dia, porque amanhã podemos nem ter mais tempo nem as pessoas. Sem aquela de vou ver e te falo. Depois da quarentena e da pandemia bora deixar de desculpas e sair pra abraçar, comemorar, rir e festejar com a família e amigos. Sim, porque juntos, vamos sair dessa, uns mais gordos, algumas grávidas, alguns divorciados, outros maluquinhos como eu.

*
*
*

segunda-feira, 30 de março de 2020

30 MAR 2020 - Diário de uma passarinheira em quarentena

 15° dia - Diário de uma passarinheira em quarentena - 30/03/2020 - Hoje é segunda, eu acho...

Tempo e temperatura às 8:15 da manhã -> eu: 35.7° - São Paulo: 19° 😷
Nada novo no front


1 - Essa madrugada perdi o sono, fiquei pensando muitas coisas... meus pensamentos são muito c-o-m-p-r-i-d-o-o-o-o-o-o-s. Se der corda eles não param nunca. Ficam procurando lógica na vida e nos acontecimentos. Abri o e-Diary e escrevi um monte de coisa, a maioria impublicável 😂😂😂😂😂😂Mas funciona, depois de desabafar e xingar um bocado, adormeci feito anjo.

2- Dormi decidida a não abrir o celular assim que abrisse os olhos pela manhã. E assim eu fiz. Levantei, me ajeitei, tomei um café e fui pra esteira. Só parei nos 41.41 minutos, porque achei esse número bonito e a recomendação do meu médico é de no mínimo 40 minutos. Velocidade? 6 a 7 km por hora. "No pit stop!"

3 - Já tinha alguns amigos preocupados com a falta do bom dia online. Fui dando notícias para alguns. Mas o "crush", ah! O "crush" kkkkk, eu dobrei a crista e dei bom dia, melhor boa tarde, pra ele, pois passava do meio dia. Aí apareceu o sinal de lido (sabe aquele azulzinho da discórdia? sim aquele mesmo). Mas nem respondeu. Esse tipo de ação leva a pessoa direto pro inferno, sabia? É maldade pura. Vai vendo. Mas como depois ele deu um oi e disse que perdeu o bom dia, eu acabei perdoando. Será que o corona está afetando os corações também? Sinceridade? Eu não sei lidar com isso.

4 - Pior que isso é o meu "mouse" de gracinha comigo. Funciona pra algumas coisas e outras não. E tem hora que tá normal e hora que surta. Será o corona também? Eu já fiz tudo que podia pra resolver: atualizei o "ruindous", testei em noutro pc (fica normalzinho), troquei ele por outro (o problema continuou), desinstalei driver, reinstalei, reconfigurei e nada, mas como uso quase que só atalho no Lightroom onde ele começou a dar chilique, estão tudo bem. As 14 mil das 25 mil que faltam eu tirarei de letra.

5 - Depois de tanta malhação eu fiquei com fome. Resolvi comer o abacate que comprei outro dia. Macarrão de ontem com shitake, um bifinho e uma salada de abacate com cebola e tomate completaram minha refeição. Eu pensei em tomar a cachacinha de jambu que tava guardadinha na geladeira, mas dou conta dela sozinha não. Preferi uma cerveja. 

Deu para relaxar um pouco. Você descobre a gravidade de tomar 350 ml de cerveja na hora do almoço quando ouve "Billy get your guns" do Bon Jovi na sua play list e o som do refrão te soa nos ouvidos como "periquitius gan".





6 - Estou me sentindo um bicho preso... credo, agora sei porque detesto tanto gaiola, eu simplesmente odeio confinamento, seja mental ou físico. Acho que preciso urgente sair passarinhar.

7 - Bom, o jeito é ir levando, pois se está difícil pra mim, eu sei que pra muita gente está muito pior. Muito mesmo. Talvez por isso eu esteja tão sensível esses dias, chorando por qualquer coisinha boba, qualquer notícia triste que leio, mas sigo em frente, me superando a cada momento, pois sei que tenho muita coisa pra fazer ainda. Muito abraço pra dar, muita cerveja pra experimentar, muito café pra acordar e muito passarinho pra fotografar.Aguentem firme, meus amigos, logo sairemos dessa mais fortalecidos. 💚💚💚🌹💚💚💚

*
*
*


domingo, 29 de março de 2020

29 MAR 2020 - Diário de uma passarinheira em quarentena

 14° dia - Diário de uma passarinheira em quarentena - 29/03/2020

Tempo e temperatura às 7:16 da manhã -> eu: 36° - São Paulo: 20° - Nada novo no front


1 - Acordo por volta das 7 da manhã, posto a ave-do-dia, feita na África. É uma linda ave azul e para combinar, me visto de azul para malhar. Antes passo pela cozinha para um café da manhã caprichado. 

Minha play-list toca Jessie J - "Price Tag", cuja tradução tem palavras que parecem falar para o tempo que estamos vivendo. Quando vejo estou tomando meu café e dançando ao mesmo tempo.




2- Vou pra minha "academia" na sala. Começo. Aí, entra mensagem das manamigas e companheiras de viagem para a África. Paro tudo. Vou até o computador para mandar uma tabela contendo o que estávamos fazendo e onde estávamos a cada dia no Kruger. Desisti da esteira e ela nem reclamou. Ficou andando sozinha lá na sala, até que dei um basta nela. É assim, quando sento na frente do computador, sou teletransportada para outro mundo e esqueço tudo o que eu tenho pra fazer. Eita vício danado.

3 - Não tinha sobra do almoço de ontem. Tive que cozinhar. Adoro tempero natural, mas cheiro de cebola e alho na mão é insuportável. Lembrei que tinha o "picaralho" (um mini processador que ganhei da ex-sogra). Epa! Fantástico. O duro é que tanto tempo sem uso, eu acabei quebrando o acrílico na hora de desencaixar, espero que uma cola super bonder resolva. 

4 - Teve macarrão com tomate e shimeji. E cerveja Eagle Weiss trazida da África do Sul. Kkkkkkkkk ET: já fui boa na cozinha, mas desaprendi por comodismo. Muito self-service bom na vizinhança. Pelo menos não cometi nenhuma atrocidade (ainda). O tomatinho não gritou quando eu o cortei e o macarrão não saiu pulando quando eu o coloquei na água quente kkkkkkk. Quando enchi um copo de cerveja, o mesmo deu um suspiro, olhou nos meus olhos, e quando eu passei levemente a língua pelos lábios, ele disse pra mim: "vai, Babe, eu estou no ponto, me leva inteiro pra dentro de você" - ui ...

4 - E falando em cerveja, nadavê, kkkkkkkk, hoje o crush nem me deu bom dia, ele que me aguarde, pois quando uma virginiana resolve dar o troco, até o diabo senta para aprender. Ainda bem que a Polyanna inversa da reversa me domina, se não... ai ai ai... É cada ideia que surge que até a Malévola pagaria qualquer coisa pra fazer estágio comigo. Kkkkkk

5 - Ô dia chato! A chuva veio com tudo na parte da tarde, parecia estar chorando pela dor do Planeta. O jeito foi tratar fotinhas. Acredita que eu, em plena África, no dia 7/mar fiz mais de 150 fotos seguidas de um socozinho? Absurdo, né? Kkkkkkkkkk Mas é sério. Ele estava pescando e eu queria muito capturar o exato momento. Não foi fácil, mas foi uma delícia torcer pelo sucesso dele. Minha próxima câmera vai ser igual a do nosso guia de lá, uma mirrorless, cujo disparo sequencial inicia-se quando se prime o botão disparador até o meio. Quando você aperta o botão disparador na totalidade, ele grava as imagens captadas, incluindo as captadas quando o botão foi premido até o meio. Ou seja, de alguma forma ele retroage. Milagres da tecnologia.

6 - Ah! E como não estou saindo pra fotografar, cliquei as aves da minha sala. E postei num grupo como se fossem aves do "meu comedouro", o que não deixa de ser. Foi legal ver a reação da galera. 

7 - Brincadeiras à parte, aproveitei a tarde para atualizar meu mini ipod com músicas mais novas e dançantes. É para ver se animo um pouco mais para caminhar na esteira. Diante da gravidade da pandemia, o jeito é seguir as recomendações, ficar em casa em quarentena, que talvez vire uma cinquentena, setentena ou até noventena, sabe-se lá. Por isso, cuidem-se meus amigos. Planeta unido, jamais será vencido.

*
*
*

sábado, 28 de março de 2020

28 MAR 2020 - Diário de uma passarinheira em quarentena

 Diário de uma passarinheira em quarentena - 13° dia - 28/03/2020

Tempo e temperatura às 7:40 da manhã -> eu: 35.8° - São Paulo: 19°
Nada novo no front


1 – 7:54h estou eu na cama, modo "não perturbe" ativado (celular e a “pessoainha” aqui), bem coberta, quentinha, no escuro ainda, vendo postagens do celular, desejando bom dia para algumas pessoas, eis que uma chamada de vídeo surge na tela. E eu com aquela cara de lesada de quem acorda, pensei: atendo, não atendo. Bom, pelo menos não era o "crush" nem algum "contatinho". 

Era nada menos nada mais do que uma amiga querida doando carinho e alguns minutos (e bota minutos nisso) do seu precioso tempo. Ficamos quase duas horas falando (eu disse falando e não teclando) e foram tantas as histórias boas que nem vimos o tempo passar, né Susana Coppede?

2 – De posse da preguiça que me acompanha quando acordo em casa, resolvi dar um tempo pra mim. Os cabelos já estão ficando chocados pelo abandono. Reclamaram que eu só trato deles quando vou passear. Ora ora ora. Acha? Euzinha, com tanta foto pra tratar, vou preocupar logo com os cabelos. 😂😂😂😂

3 – fiquei pensando o tanto que sou privilegiada, poder ficar em casa neste momento, sem muita preocupação. Óbvio que trabalhei e planejei muito para que esse cenário se tornasse real após minha aposentadoria. Nada veio de graça. Mesmo assim agradeço muito por ter esse privilégio e melhor ainda, contar com pessoas maravilhosas ao meu redor, mesmo que apenas virtualmente neste momento.

4 – 14:52 – hoje não fiz almoço, só um brunch (a palavra é originária da junção, em inglês, de breakfast lunch - café da manhã e almoço). Era o que eu fazia na África nos Camps a maior parte do tempo: ovos mexidos, pão, tomate, queijo, café com leite e uma fruta. A diferença é que eu contava com a presença dos amigos queridos.

5 - bora pro computador tratar fotos. África, Kruger, aves, mamíferos, lindeza sem fim, encanto, cores mil, lua cheia, corujas, churrasco, risos, músicas, caipirinhas. Enfim, saudades. África, I miss u! Cheguei num lote de fotos de elefantes. Então o "crush" me chamou pra conversar e de repente me perguntou: você me ama? E eu num impulso mandei uma das mais belas fotos de elefantes que fiz. Ele respondeu: Ama nada. E eu: o que? Ah! Sim, era manada. Ele nem respondeu mais, devo ter sido arquivada por tempo indeterminado. 😂😂😂😂

6 - e no grupinho dos infernos (entendedores entenderão) cada um descrevia a sua lista de aves observadas durante o confinamento. O mais engraçado foi um amigo, que é mestre em aves, confundir alegrinho com risadinha (dois minúsculos passarinhos muito parecidos). Quando outro mestre lhe apontou isso na foto postada, sua resposta foi ótima: "Eu troco risadas por alegria!" Quase chorei de rir aqui, ou foi de alegria? 😂😂😂😂

7 - minha lista hoje: pude ouvir periquitos-ricos de monte, um urubu sobrevoou o céu ao redor de um prédio vizinho. O bichinho que vem na quaresmeira da minha janela deu as caras de novo, quase faço foto dele, mas ele se foi antes. Safado esse sabiá-laranjeira. O mais engraçado foi perguntarem ontem pelo meu sabiá de estimação. Aí eu disse: meu sabiá-da-janela? - Sim, ele mesmo! - Respondi: Ah! Sim, ele perguntou por você ontem. - E o que você respondeu? - Eu disse, você sabia, sabiá, que ele nem sabe que eu sei o que ele não sabe, mas devia saber. Aí os dois bestas ficaram rindo feito duas crianças bobas, mesmo a milhares km de distância.

8 - Eu fico pensando quando tudo isso terá fim, ou melhor, um novo começo. Porque a ficha num caiu, mas o mundo está desfragmentando. Irá reiniciar em modo normal algum dia, porque por enquanto, só liga em modo segurança e pelo jeito não teve antivírus que segurasse a onda.

Mas... Boralá, galera, mais um dia, mais uma etapa. Como dizia um sábio chinês: Uma longa caminhada começa com o primeiro passo. ❤️❤️🌹🌎💚💚

sexta-feira, 27 de março de 2020

27 MAR 2020 - Diário de uma passarinheira em quarentena

 Diário de uma passarinheira em quarentena 😷 - 12° dia - Nada novo no front 27/03/2020



Tempo e temperatura às 7 da manhã -> eu: 36° - São Paulo: 18°

1 - o café foi basicão, nenhuma formiguinha pra me fazer companhia, também quem mandou eu cortar o açúcar da minha alimentação. De bicho aqui em casa, somente eu. Nem barata tem. Ninguém pra chamar de Barbosa ou General Mourão, né Guto Carvalho? Mas adorei e copiei sua ideia pra espairecer um pouco aqui no "Feici". 😁😆😅😂

2 - manhã organizando listas no e-Bird. Coisa que virginiano adora fazer: Organizar.

3 - altos papos pelo whatsapp com os amigos. Especialmente uma manauara, que está reclusa num paraíso chamado Balbina, né Vanilce Souza Carvalho? Como você disse: amigos são pra isso, apoiar e cuidar... mesmo estando errados! ... 😅😂

4 - nova operação de guerra: fui ao correio. Foi um drama. Onde estavam meus trajes de ir às ruas? Ah! Tá! Lá na área de serviço. Eles estão proibidos de passar pela porta da cozinha. O fogão e a geladeira estão preparados para barrá-los. A cafeteira já avisou: ela vai jogar água quente neles caso insistam.

5 - sanidade e paciência. Vou precisar de muita. Já tô lembrando e rindo à toa de piada boba tipo: eu achava que eu era a coisa mais carente do mundo, mas descobri que é a aranha, porque ela é um arac-need-you. 😁😆😅😂

6 - momento sofrência de amor: foi só a minha play-list começar a tocar uma música chamada “Kiss me” pra me fazer ficar emotiva. Foi lágrima pra todo lado. Aí vem aqueles pensamentos bobos nas “ideia”: "que saudades de você, dos seus beijos, quem me dera fosse possível voltar no tempo.” ❤️🎶💘

7- 𝗔𝗵! 𝗦𝗲𝘂 𝗩í𝗿𝘂𝘀 𝗙𝗗𝗣, 𝘃𝗮𝘇𝗮! Troquei por Def Leppard, comecei a bater os pezinhos no chão, batuquei um pouco e saí balançando o corpo e a cabeça pra cozinha. Cardápio do dia? As sobras de ontem. 🍳🍌🍅

8 – chega por hoje, daqui a pouco o travesseiro solta um grito no quarto dizendo pra eu ligar a TV logo, pros dois poderem bater papo.

Sixpence None The Richer - Kiss Me

quinta-feira, 26 de março de 2020

26 MAR 2020 - Diário de uma passarinheira

 Quarentena - diário de uma passarinheira (principais atividades da reclusão)

11° dia 26/03/2020
-


1 - acordei e tirei a temperatura: 35.8 (hoje amanheceu friozinho - 17 °). Brrrrrrrrrr

2 - relutei em sair da cama, enquanto isso preparei um post e um story no Instagram (viu lá?)

3 - fiz 35 minutos de esteira e 60 minutos de exercícios com peso e de alongamento. Woo woo.

4 - preparei meu café, incluindo a misturinha de laranja, própolis, mel e óleo de copaíba, como me ensinou um dia a amiga Jeanne Martins (poções mágicas de bruxinha para bruxinha kkkkk), mais pão e uma fruta, como faço sempre.

5 - comecei a ouvir músicas românticas, o que encheu meus olhos de saudades e lágrimas. Péssima opção. kkkkk

6 - coloquei rock pauleira de novo, superei as saudades, criei coragem e fui ao supermercado. Na volta fiz todo o procedimento de desinfeção como a Dra Internet orienta. Melhor não sair mesmo!

7 - fiz um almocinho bem criativo. Picadinho ao shimeji com tomatinhos e banana, acompanhados de arroz integral. Consumi junto uma das cervejinhas estocadas na geladeira, antes que vencesse. Só faltou achar os passarinhos da Cinderela pra ajudar a arrumar a cozinha. Por que depois da cerveja, só-por-deoz kkkkkkk

Mas a cozinha ficou limpinha...eu acho...

8 - 15:25h fui tratar foto. E de repente descubro que quando se trata do guia africano Arno Pietersen, melhor começar de trás pra frente. Eu fazia de 200 a 300 fotos de uma avezinha fotogênica. E as últimas sempre eram as melhores, porque o Arno ia ajeitando o carro enquanto os bichos ficavam quietinhos esperando o clic. (Lá raramente descemos do carro para fotografar).

9 -o duro é ter chocolates de amarula ao lado do computador. É muita tentação kkkkk haja esteira pra queimar depois.

10- passei o final da tarde lendo umas matérias bem atuais sobre a pandemia, ou pandemônio como diz o amigo Nelson Barros. Nada como saber o que é fake e o que é fato e tentar se cuidar o mais adequadamente possível.

Bom, por hoje chega, né? Cuidem-se todos. Temos muitos passarinhos pra ver ainda.

Boa noite a todos que leram até aqui.


quarta-feira, 25 de março de 2020

25 MAR 2020 - Quarentena de uma passarinheira viciada

 Quarentena de uma passarinheira viciada (principais atividades da reclusão)

10° dia - 25/03/2020

Logo que cheguei de viagem da África (13/03/2020), descobri que o mundo estava em pandemia e teríamos que nos manter em casa. Comecei a publicar um diário no Facebook, bem humorado e divertido para ajudar a passar o tempo. Resolvi publicar aqui neste bloguinho para guardar de recordação. Já era o 10º dia de isolamento quando comecei. 



1 - acordei e tirei a temperatura: 35.7

2 - tomei café, incluindo limão, própolis, mel e óleo de copaíba

3 - não fiz ginástica - deu a maior preguiça hoje.

4 - das 2907 fotos que fiz num único dia na África, eu tratei menos de mil. Dessas eu deletei 683. 

Uma ave me chamou a atenção: Sylvietta rufescens. Além de se parecer com meu nome, seu formato me lembra uma mistura de manga com sabiá-laranjeira.

5 - duas das quatro listas no e-Bird referentes a este dia estão revisadas e com fotos.

6 - fiz almoço pra mim (arroz, linguiça e ovos) detalhe: hoje não queimei a mão e lavei toda a louça.

6 - conversei pelo wapp com algumas pessoas pra saber como elas estavam. Todas bem e de saco cheio como eu.

7 - ouvi rock pauleira no pc o dia todo

8 - fiz considerações impublicáveis no meu e-Diary. Deve ter orelha se sentindo churrasco. Kkkkkkk

9 - fiquei só em 3 xícaras de café, sendo que a primeira da manhã foi dupla.

(texto: Silvia Faustino Linhares)



sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

28 FEV 2020 - As rajadas do tempo e os sonhos

 Original escrita dia 28/02/2020 e publicada no meu perfil do Facebook no mesmo dia

"As rajadas do tempo e os sonhos"

A calmaria tempera o ar que respiro. São 4.58h desta sexta-feira.
O silêncio da madrugada é tranquilizador, mas não afasta o aperto que sinto na garganta...
Eu acordei, acendi a luz, percebi o suor pelo meu corpo, apesar do celular marcar 16 graus. Respirei. Suspirei!
Comecei a lembrar do sonho que estava tendo.
Eu estava flutuando, meu corpo balançava de um lado pro outro.
Uma doce sensação de ir e vir. Você apenas me observava.
Aconchego. Percebo... então eu chego ...vou mais perto. Não sei se é certo.
De repente, você me puxou e sua mão me abraçou. Senti seu calor. Pele com pele. Almas em conexão. Um só ritmo. Um só coração.
Você sabia que eu podia ser sua quando quisesse.
Mas não me segurou, me soltou ...
Eu fui à deriva, flutuei.
Rodopiei feito bailarina.
Sem rumo. Sem prumo.
De longe, ainda avistei sua mão.
Só não sei se ela me chamava de volta ou se me acenava um adeus.
Aí, me vi entrando num redemoinho. Sozinha. Confusa.
Difusa.
Fui me distanciando cada vez mais, até... acordar e ver que tinha sido apenas um sonho.
Escrevo, transcrevo, transfiro, transmuto, transcendo...é cedo...
É cedo para levantar.
Nisso passa um carro na rua
Rouba minha atenção.
Fecho meus olhos e tranquilizo minha mente e meu coração.
Suspiro, respiro, mergulho. Profundo. Delícia sonhar, ruim acordar, pior, levantar. Que os braços de Morfeu me carregue, de novo...de novo e de novo...
Me leve muito além, além de mim, além de ti, além de nós, além do mundo. Além da vida!"

(Texto e foto by Silvia Faustino Linhares)







*
*
*

domingo, 26 de janeiro de 2020

26 JAN 2020 - A lenda da vitória-régia na minha visão

 Original escrita dia 26/01/2020 e publicada no mesmo dia


(Foto by Silvia Faustino Linhares - feita em Alter do Chão/PA)

Quando criança a lenda da vitória-régia povoava meus sonhos...
Um deus em forma de lua transformava moças da floresta em estrelas.
Uma delas queria brilhar para sempre ao seu lado. Vendo o deus refletido na água, ao tentar beijá-lo, terminou por afogar-se.

E ele penalizado, transformou-a em uma linda estrela d’água. Dando origem assim à vitória-régia.
Está um bocadinho resumido, mas a lenda completa pode ser pesquisada na web.

A lenda menciona coisas que gosto muito, floresta, luzes, amor. Eu incluiria um passarinho na história com certeza.

A minha história seria um pouco diferente:
Uma corujinha me levaria em suas asas até o deus dos céus, e juntos a luz do nosso amor iluminaria todas as florestas, todos os corações, todos os bichos, todas as flores, porque eu ainda acredito que o amor pode vencer todo o mal do mundo e iluminar alguns corações escuros.

(Foto e texto: Silvia Faustino Linhares)

Encontrei em minhas pesquisas uma música gaúcha, chamada Vitória-régia, poesia mais linda do que esta, nem no meu dia mais inspirado eu conseguiria. 

Interpretada por Wilson Paim e Shana Müller (segunda voz) 
Composição: Salvador Lamberty / Wilson Paim. 

"Naquela noite radiante surgiu a lua no poente
Tão alva quanto as estrelas tu surgiste de repente
No encanto da natureza o mundo era um jardim
Aquela flor cativante ali sorrindo pra mim
Aquela flor cativante ali sorrindo pra mim

Sempre vaguei livremente nas asas da liberdade
Hoje ando unicamente buscando a felicidade
E a felicidade apenas virá pelo teu sorriso
Andarei rumo aos teus olhos pra habitar teu paraíso

(Dois olhos que se tocaram o pulsar de dois corações
Dois seres enamorados levitando em emoções
Sou flor de vitória régia que enfeita a noite dos rios
quero que enfeites a vida de um coração tão vazio)

Busquei tanto o reencontro nunca mais te encontrei
Andei por todos jardins onde andas eu não sei
Traga a minha liberdade antes da tarde ter fim
Eu serei teu beija flor se vieres pro meu jardim"








*
*
*

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

27 DEZ 2019 - As oportunidades, o medo e as superações.

Original escrita dia 27/12/2019 e não publicada no meu perfil do Facebook

As oportunidades, o medo e as superações.
  

Foto by Silvia Faustino Linhares feita na Estação Ecológica de Caetetus (Gália/SP)

Silvia, Silvinha, Silvião, Silvícola, Silivia, Sil, Si, Silcris, Sissi, Siprin, Fofolete
, sim essas todas sou Eu, conforme algumas pessoas costumam me chamar. “Euzinha” sem mistérios, um ser humano como qualquer outro. Que nasceu, cresceu, amadureceu e um dia dirá adeus, porque isso é mais certo que relógio suíço.

Como toda pessoa tenho sonhos e sinto muito orgulho das minhas conquistas. Mas também tenho meus medos, minhas vergonhas, esquisitices e sandices. Metade do meu tempo passo buscando passarinhos e a outra metade tentando me superar. Mas eu sou normal, tá?

Todo final de ano consigo parar e refletir um pouco sobre tudo que aconteceu durante os últimos mais de meio milhão de minutos da minha vida (1 ano= 525.600 minutos). O meu 2019 foi intenso. Sofri uma perda irreparável e dolorosa. Em compensação, pude estar próxima e abraçar muitos dos meus queridos amigos, ganhei muitos novos, que agora moram no meu coração também. Viajei muito, dei muitas gargalhadas, vi muitas aves, bichos, flores e lugares lindos. Mas nunca deixei de sentir alguns medos. Você deve estar se perguntando: como assim? Você com medo? Quais medos seriam? De avião? Onça? Cobra? Jamais.

Sim, eu sou uma pessoa medrosa e ao mesmo tempo um bocado corajosa. Que ambiguidade! (kkkkk) É porque eu busco enfrentar meus medos, nem que eu tenha que me arrastar e dar alguns tapas nos meus neurônios pra isso (kkkkkkkk)

Bem,... supero alguns, mas não todos. Saltar de paraquedas, nem pensar. Caverna fechada, já estou sem respirar aqui só de imaginar. Dentista, só de lembrar do barulho do motorzinho, já dá vontade de sair correndo. Nadar em águas profundas, jamais. Mergulhar, só se for na banheira, no máximo uma piscina que dá pé (kkkkkkkk). Beijar na boca um moçoilo que acabei de conhecer, quisera eu, nessas horas eu fico suando, vermelha, roxa e pronta pro desmaio. (kkkkkkkkkkkkkk)

Mas porque sou assim? Sou um ser calculista de nascença, embora não tenha a mínima habilidade com matemática, física e química. Acho que é porque nasci sob o signo de Virgem. Dizem que somos analíticos. 

Mas voltando aos medos. Há perigos reais e imaginários. O medo gera adrenalina e atitude de autopreservação. A gente tem que saber diferenciar direitinho e ter uma clara noção de onde está se metendo. Mas nem todos os medos envolvem grandes riscos, é só medo mesmo. Aí não é difícil superar.

Exceto o beijo. Ah! Esse é complicado. Porque o beijo é sagrado. O beijo é um ato de entrega da alma por meio do corpo. É a porta de entrada para o coração. Pode te fazer alternar entre flutuar no céu ou padecer no inferno. É sempre de alto risco. Esse é o medo que mais me dá medo. (kkkkkkk) Às vezes a oportunidade de dar esse beijo aparece, mas deixamos pra depois, um depois que pode nem existir. Essa é a parte triste.

Mas sou assim. Espero o tempo que for preciso pra esse beijo acontecer de forma mágica. E quando isso acontecer, tem que embebedar a alma e “abestalhar” o coração ... tem que ser um momento de pura paz, entrega, desejo e sublimação ... Esse beijo deverá te conduzir aos portais do paraíso. Deverá liberar endorfinas que garantirão leveza, alegria e bem estar, favorecendo o aparelho circulatório, o aumento dos batimentos cardíacos e a farra das borboletinhas na barriga.

Para enfrentar a turbulência de um mar revolto é preciso deixar a zona de conforto do porto e sair navegar. Com o beijo isso acontece também, mas é pior. De um momento para o outro, ele te leva de uma indescritível calmaria para uma turbilhão total. Ele pode te deixar sereno, esvoaçante ou te transformar em escravo das saudades, te fazendo sucumbir desidratado por conta das lágrimas derramadas. (kkkkkkkkk) haja cerveja pra compensar.

Beijar é muito envolvente. Porém nem sempre o beijo acontece, ou porque não é hora (Silvia, beijo tem hora pra acontecer? Sim, tem que ser na “hora certa”), ou porque está fora de contexto ou porque não tem correspondência. O beijo exige presença. Ausência não beija. Emoji é intenção de beijo, mas não é beijo. Beijo é beijo. Mas não o reduza a uma simples "justaposição dos músculos orbiculares de duas aberturas bucais em estado de contração".

Repito: o beijo é sagrado! O beijo é poderoso!

A união de duas almas se faz por meio de um processo que se inicia com a troca de olhares, com um toque de carinho, um abraço apertado. E se termina num beijo, ui, aí já era. A interrupção desse processo pode causar estragos maiores que um tsunami. Pessoas não são bonecas de pano. Tem sentimentos. Um beijo tem tanto poder, que estou a horas pensando nos beijos que dei, não qualquer beijo, mas aquele que temperou uma despedida e deixou promessas no ar. Aquele que até hoje me desespera quando eu tento dormir para com ele sonhar e não consigo.

Ah! Beijo! Você deve ser o melhor amigo do Tempo. Juntos cometem muitas crueldades, como por exemplo, me deixar aqui plantada no meio da noite morrendo de saudades.

Mas é assim mesmo. O latim registra três palavras para definir os tipos de beijo: 𝘰𝘴𝘤𝘶𝘭𝘶𝘮 é aquele beijo solene na face; 𝘣𝘢𝘴𝘪𝘶𝘮 é o apaixonado, que se dá na boca; e 𝘴𝘶𝘢𝘷𝘪𝘶𝘮, o beijo doce, leve e terno.

Então que 2020 traga a todos nós muitos beijos, de todos os tipos. Porque, por trás de um beijo está sempre um coração cheio de amor. E que o próximo ano seja de muito mais amor, muita paz, mais tolerância, mais alegrias e muita gratidão. Ah! Já ia esquecendo: e 𝗠𝗨𝗜𝗧𝗢𝗦 𝗣𝗔𝗦𝗦𝗔𝗥𝗜𝗡𝗛𝗢𝗦.

Pronto, é isso!

(Foto e texto by Silvia Faustino Linhares) 

Uma música bem suave para acompanhar a leitura
Sixpence None The Richer - Kiss Me








*
*
*

domingo, 15 de dezembro de 2019

15 DEZ 2019 - Nadar contra a corrente

Original escrita dia 15/12/2019 e publicada no perfil do meu Facebook no mesmo dia

Nadar contra a corrente (leiam o texto para entender a foto)


Foto by Silvia Linhares 

Estava eu agora tratando milhares de fotos que produzi no Chile junto com a amiga Claudia Brasileiro e os novos amigos chilenos e fiquei refletindo sobre as imagens que estavam passando na tela na frente dos meus olhos.

Nesse momento desfilam quase 500 fotos dos patos de los torrentes ou "Merganetta armata". Foi um dos momentos mais "tops" do nosso passeio "passarinhístico". Era um casal de patinhos maravilhosos. Eles são pequeninos e seu habitat é sempre um rio com muita correnteza. Os dois possuíam uma força enorme e nadavam pra cima e pra baixo, dominando aquele ambiente de muita turbulência. De vez em quando pousavam numa pedra e se buscavam. Em certo momento nadaram juntos e subiram nas pedras, fazendo um lindo display. Tal foi minha emoção, que sequer prestei atenção no foco da lente e não consegui a foto dos meus sonhos. Eu poderia "cropar" as fotos um pouco mais para mostrar única e exclusivamente a beleza dos anatídeos, mas a força das correntes é tão "absurda" que preferi mostrar a foto como ela foi capturada.

Na hora eu me vi cheia de lágrimas e me afastei dos meus dois amigos e fiquei refletindo sozinha, sentada numa pedra, enquanto observava e fotografava os bichinhos por outro ângulo.

Pensei com meus botões (os da câmera kkkkkkkk): a vida é uma grande correnteza, sempre em movimento, nem sempre ordenados. Nem sempre suaves. Ela nos arrasta por milhares de turbilhões. Somos pequenos como os patinhos, mas somos dotados de força descomunal pra sobreviver neste lindo leito de pedras e águas turbulentas que nos cerca.

Temos muito mais poder do que imaginamos, nadar contra a corrente é um deles. Mas falta-nos um super mega hiper poder: o de controlar o tempo

Deixamos muitas coisas para depois, depois que pode nem mesmo existir. Lotamos a agenda de compromissos, traçamos milhares de objetivos, estamos sempre super ocupados. Sempre correndo contra o turbilhão do tempo. 

Deixamos de lado as coisas mais simples da vida, como observar o que está ao nosso redor. Deixamos de amar e demonstrar mais o que temos no coração, de aproveitar mais, de se arriscar mais, de sonhar mais. Talvez devêssemos esperar menos, se programar somente para o estritamente necessário e deixar a correnteza nos levar e buscar acertar nas opções daquilo que realmente vale a pena.

Nem que vivêssemos mil anos teríamos tempo pra tudo. Imaginem se nossa vida acabasse amanhã, ou mesmo hoje. Então tracei um conselho para mim mesma: ame, faça, viva, hoje e agora, sem inventar problemas ou mesmo se importar tanto com eles.

As pedras sempre se sobressairão nas águas turbulentas e vão servir de repouso para os pés e corpo cansado. E de cima delas poderemos apreciar mais vezes o nascer e por do sol, da lua e das estrelas.

Deixo abaixo um clipe dos Titãs com a música Epitáfio, cuja letra fala muito pra mim neste momento.

(foto e texto by Silvia Faustino Linhares)




*
*
*

terça-feira, 26 de novembro de 2019

26 NOV 2019 - Onde andará o seu sorriso?

Original escrita após chegar de Alter do Chão, dia 25/11 e publicada no meu perfil do Facebook no dia 26/11/2019

Onde andará o seu sorriso? 

Dias e dias se alternando entre matas, passarinhos, rios, lagos, areias, por do sol, estrelas, música, magia, alegrias, amigos e muitos risos, só podiam trazer inspiração e saudades nessa minha cabecinha tão cheia de sonhos. Algumas palavras acabaram transbordando e viraram o seguinte poema ...

"Onde andará o seu sorriso? 

Aquele que se desenhava no seu rosto sem um motivo aparente, sempre leve, espontâneo, esbanjando euforia, prazer e verdadeiros sentimentos.

Um sorriso que desconhecia a vergonha, que se mostrava intenso, capaz de derrubar até um muro. Não qualquer muro, mas o meu ... isso eu juro!

Fecho meus olhos quando lembro desse riso feliz, que um dia acalmou meus tormentos, aparou a minha dor, fez a minha alma se iluminar e desejar viver grandes momentos.

Você, ser iluminado, muito mais do que um amigo, um querido. Um dia você entrou na minha vida sem qualquer aviso, aproximou-se com sentimentos imprecisos, fazendo meu coração se enroscar, indeciso.

Impossível não ter na memória o seu sorriso límpido, gargalhado, que junto com seu doce olhar, esteve comigo até o dia de ir chegar. E veio o abraço de despedida, tão apertado, tão espremido, tão atrapalhado, tão ... você comigo.

Pergunto de novo, onde andará seu sorriso? A resposta chega num sussurro quase mudo, pedindo um pouco de resiliência e um bocadinho de paciência.

Se voltar, entre sem bater, me desconecte, me desconcerte, me desconcentre, mas por favor, traga de volta o seu sorriso e com ele o meu chão e a paz de volta para o meu coração.

(foto e texto by Silvia Faustino Linhares)


Foto feita na praia de Ponta de Pedras em Alter do Chão 








*
*
*

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

06 NOV 2019 - As saudades vestem óculos cor de rosa

Original escrita na hora que acordei no dia 06/11/2019 e publicada no Facebook no mesmo dia

Textão de hoje: As saudades vestem óculos cor de rosa 🌸👓💌😍

As saudades doem. É uma dor esquisita. Doce e melancólica. É como se uma agulha fina fosse sendo enfiada na alma bem lentamente. Forma um nó na garganta, aperta o peito e enche os olhos de água.

Apesar dessa dor ser tão pungente, eu sou grata por ter uma memória tão rica e cheia de detalhes pra me lembrar e muitas histórias pra contar.

A maior saudade que sinto é dos meus pais e avós, que já se foram desta vida, deixando um grande legado e muitas histórias de amor pra moldar aquilo que sou.

Sinto falta também dos animaizinhos amados que perdi, do resto da minha família, que mora longe, dos amigos que não estão mais por perto e dos que estão, mas não dispõem de tempo.

Tenho saudades dos lugares que já fui, da minha infância, dos amores que tive, enfim, até de mim mesma.

Quando alguns detalhes fogem da memória tenho guardados álbuns e mais álbuns de fotografias em papel ou digital, além de infindáveis cadernos de anotações diárias. Sim eu escrevo no diário desde a mais tenra meninice. Até hoje, sim senhor. Só mudou de papel pra digital.

Às vezes me pego a lembrar de alguma coisa específica. Porque o que não me falta é assunto pra lembrar. kkkkkkkk

Essa semana foi dedicada aos amores que tive nos últimos trinta anos. Confesso que os olhos embargaram e a mente se emaranhou com tantas histórias complexas.

Pessoas incríveis atravessaram meu caminho. A maioria eu não sei mais nem por onde anda ou se hoje são felizes ou não. Eu confesso que estou bem e feliz com as escolhas que fiz ou fui obrigada a fazer. Porque nem sempre depende só da gente.

Às vezes imagino como seria minha vida se eu ainda estivesse ao lado de alguns desses amores. Ou então me pego a comparar os padrões do meu comportamento ontem com os de hoje. Vejo que continuo uma boba romântica e cometendo os mesmos erros.

Seriam erros? Não! Pessoas cheias de amor no coração não erram, apenas agem por impulso quando não deveriam ou permanecem inertes no momento que deveriam agir.

Fazem tudo sem pensar direito, dominadas pelo impulso de um pulso exageradamente acelerado. Tropeçam nos seus desejos, nas suas próprias vontades e acabam por ferir seus próprios joelhos.

Ora se precipitam, ora se resguardam demais. Ora expõem seus sentimentos na hora errada, ora os guardam a sete chaves e querem que eles sejam lidos como se a outra pessoa tivesse uma bola de cristal. kkkkkkk

A diferença é que aprendi a conviver comigo e com esses sentimentos controversos. Aprendi a ser o inverso de mim mesma. A cuidar desses sentimentos como se eles fossem plantinhas a serem regadas todos os dias.

Aprendi também o tanto que é importante dizer eu te amo amo a quem eu amo. E o quanto é bom amar tudo e todas as coisas acima de qualquer coisa. Isso só me traz energias boas e me torna um ser mais leve e feliz. A maturidade traz isso de bom junto com as rugas e cabelos brancos. (Esses dois últimos não tão bons assim, mas inevitáveis kkkkkkk)

Enfim, "C'est la vie"

(texto by Silvia Faustino Linhares)

Foto by Raimundo Carvalho - edições: eu mesma








*
*
*



sexta-feira, 1 de novembro de 2019

01 NOV 2019 - Eu by Eu - Sou oito e ou sou oitenta

Original escrita na hora que acordei no dia 01/11/2019 e publicada no meu perfil do Facebook no mesmo dia

Eu by Eu - Sou oito e ou sou oitenta

Sou oito e ou sou oitenta...
Às vezes durona, outrora manteiga
Sou calma feito dia morno
Colorida e leve como uma flor
Mas me transformo em um verdadeiro forno,
A qualquer pequeno dissabor.
Queimo por dentro.
Atiro pedras até no vento.
Mas sempre volto a ser doce e suave como licor.
Falo pelos cotovelos.
Tem hora que nem eu me aguento.
Mas às vezes me calo, emudeço... Isso é raro...um tormento.
Às vezes sou saudades, às vezes total desapego. Puro desalento.
Ora quero você bem longe, ora te quero do meu jeito.
Assim vou indo, passando por essa vida, perdida em pensamentos...
Tentando seguir com leveza,
Entre dúvidas e incertezas,
Levada pela correnteza, porém sempre acreditando nos meus sentimentos!

E eles pedem um café agora kkkkkk 
bom dia pra vc que leu até aqui.
😂🌷🌞🌸😘🍃🧡

Texto: Silvia Faustino Linhares

 
Foto: by Raimundo Carvalho - feita no Tocantins em 11/08/2019




*
*
*

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

19 OUT 2019 - O oceano e os paradoxos do amor

Original escrita durante navegação nos mares de Ilhabela no dia 19/10/2019
Publicada no meu perfil do Facebook no dia 24/10/2019

O oceano e os paradoxos do amor 

Olho pro mar, até aonde a vista alcança! Imenso, intenso, quase insano.
As palavras chegam à mente como as ondas, ora gentis, suaves, ora tropeçando.
Eu penso em ti.
E sei que tu pensas em mim quando eu penso em ti. E vice e versa.
É assim que nossas almas se conectam, numa dança meio perversa.
Quase um jogo de psicologia reversa.
Puxa-se conversa, se desconversa, se tergiversa...
Sem respostas a tantos porquês, os sentimentos permanecem ilhados...
Submersos, como meus versos.
Por isso às vezes me calo.
E quanto mais emudeço, melhor eu falo.
Contradições ilógicas... nem sempre sinérgicas,
porém sempre nostálgicas...
É assim... pulo feito criança ao menor sinal da sua presença,
Que na maior parte do tempo é ausência.
Sem sofrência.
Anverso e reverso.
Com o amor e seus paradoxos nada é definido, nem definitivo.
Apenas sugestivo...
Assim como o albatroz, descanso sobre as ondas ...
Sigo a intuição ... sem aflição...
Coisas da paixão, do coração...
Sem explicação.

(foto e texto by Silvia Faustino Linhares)

(foto feita durante navegação ao redor da Ilhabela/SP -  by Silvia Faustino Linhares)

Uma música pra finalizar a sua tarde com suavidade.
Ocean Eyes / Billie Eilish







*
*
*